Para a autora, a aldeia foi um refúgio durante a pandemia, um lugar de encanto e surpresas. Foi ali que foi descortinado um cenário jamais imaginado: um tapete preto de azeitonas que cobria o chão, ali esquecidas... Testemunhos de pessoas mais velhas afirmam que, antigamente, havia uma corrida por aquele fruto... hoje é outro tempo, já ninguém se interessa, as azeitonas apodrecem nas estradas enquanto algumas oliveiras são podadas para lenha.
Ver tanta fartura desprezada enquanto tantos passam fome foi o susto que fez imaginar uma solução... A Manuela nasceu dessa urgência, e com o intuito de ensinar aos mais pequenos o valor da colheita contra o desperdício, do trabalho em equipe e da partilha.
Este livro é o um convite para conhecer a galinha que ignorou todas as regras e fez o que os humanos apenas ousam sonhar — não deixar a tradição (e o alimento) morrer no chão.
"E se pudéssemos colher o que está desprezado sem sermos rotulados? Talvez houvesse uma Manuela em cada um de nós."